
Bem-vindo, ao século vinte e um...
Tempos tortuosos de implosão,
De seres-humanos sediciosos...
Tempos de questionamentos, lamentação...
Um pé na ignorância, outro na ambição.
Ó, tempos banais e ignóbeis...
Ora aquecimento global,
Outrora aquecimento mental.
Tempos de catástrofes ambientais,
Outros de catástrofes morais.
O homem decapitando imperceptivelmente,

Sua própria cabeça. Tirando o próprio ar,
Mastigando, bebendo, e respirando veneno.
Esmagando a vida na própria mão.
Viver, morrendo. Atos em vão.
Bem-vindos, ao novo jeito de viver!
Homens derivando das drogas, a alegria pérfida.
Derivando da boca, infames palavras.
E ocasionalmente... Comicamente...
Derivando da mente o próprio fim.
Enfim, eis aí o século XXI.

Em mãos, uma “arma”. Em mente, “nada”.
Meus complexos versos são insignificantes,
No meio de toda a abstrata imensidão.
Imensidão... De podridão.
Rafael Pires, 2/12/2008



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