
Passos lentos murmurejam na calçada da praça...
Debaixo das luzes dos postes velhos, que me perfilam...
Dançando sobre poças de água, vou olhando o todo,
Esperando algo que nem eu mesmo sei qual...
Sentindo o fedor das palavras do fundo...
E o som da tal poluição que contracena...
Insipidamente, na grotesca rotina dos dias.
E os passos continuam pela calçada da praça....
Qualquer “coisa” ínfima é intróito,
Para meus insignificantes pensamentos...
Que intumescem no fundo do cérebro...
E a direção dos passos é esquecida.
E assim vai intumescendo... E os passos....
Seguem... Em direção a um banco no canto,
Se refugiando, isolando do eu mesmo. E...
Peido, sem medo do suposto odor ruim.
Olho a hora por acaso... A chuva majora, e vou...
Vou refazendo novamente os passos anteriores,
De volta para casa. E ainda pior do que saí...
E nesse momento eu me pergunto: E a vida?!



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