quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

De Restos de Felicidade.


Aos murmúrios e aos prantos...
Aos choros, mais choros e tantos...
Às tardes de suaves chuvas...
Pelos velhos lugares, nas ruas.

E assim se pinta o rosto...
Com as cores das lágrimas
Que face abaixo escorrem,
Ao pretérito e as lástimas

Às flores que morrem
No jardim da esperança
Dos tempos futuros
Dos tempos de criança

Às lágrimas do poeta
Que molham ao leve
O apenas antes papel
Inundando o lago

De pensamentos herméticos
De restos de felicidade
Que ainda sobra no peito
E assim como antes nasceu
morrerá no começo, ao leito.

(acentuação corrigida em 17/04/2009)

4 comentários:

Magan disse...

Excelente. Esse ficou bão demais da conta.

Fernandes disse...

Incrível!

Leonardo Miranda disse...

Bom: muito bom mesmo!

Renata de Aragão Lopes disse...

E não é que, por acaso,
vim parar em um blog
de um mineiro? : )

Sou de Juiz de Fora
e convido você a visitar
minha confeitaria poética.

Beijo,
doce de lira